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Conferências segmentadas discutem políticas em Segurança Alimentar

Governo realiza Conferência de Segurança AlimentarProdutores de cerca de 50 municípios do Maranhão participaram da Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional de Segmento – Pescadores Artesanais e Agricultores. O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) e Conselho Estadual de Segurança Alimentar (Consea), na última terça (28) e quarta-feira (29), em São Luís. De 4 a 6 de agosto serão realizadas as conferências nos municípios do Plano Mais IDH e, em seguida, de 17 a 19, a Conferência Estadual de Segurança Alimentar.
Essa é a primeira de várias conferências que discutirão a segurança alimentar e nutricional em todo o estado. O lema dos encontros é “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”.
A Conferência viabiliza a participação de pescadores e agricultores nas decisões sobre quais medidas eles sugerem para a política de segurança alimentar e nutricional do Maranhão e que propostas pretendem defender na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, a ser realizada este ano.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, disse que o momento marca a consolidação da política de Segurança Alimentar e Nutricional do Maranhão. “Este ano, com o empenho do Conselho Estadual, foi possível realizar conferências em 114 municípios maranhenses. Este é um grande avanço na discussão e planejamento das ações necessárias para assegurar qualidade de vida à população, no âmbito da segurança alimentar”.
Para o presidente do Consea, Eurico Fernandes, as ações da Sedes, unidas ao empenho do conselho em fortalecer a segurança alimentar e nutricional garantem, ao Maranhão, resultados significativos, sobretudo quando se trata da instituição de conselhos municipais de segurança alimentar. “Tudo isso vamos discutir e consolidar durante as conferências”.
Membro do conselho, Concita da Pindoba, disse ser importante agregar a ponta da cadeia produtiva do pescado às ações governamentais. “O pescador precisa ser ouvido e consultado sobre de que forma pode participar das ações que vão garantir a segurança alimentar da população. Com o crescimento dos pontos de alimentação, nossa participação poderá ser forte. As cooperativas de pesca, por exemplo, que se multiplicaram em todo o estado, são um exemplo prático de como o setor sabe e pode empreender”.
A Sedes já têm estabelecido para as empresas terceirizadas, responsáveis pela manutenção dos Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias, a compra de alimentos direto dos produtores, sejam agricultores ou piscicultores. Com o incremento na quantidade de unidades, segundo o secretário Neto Evangelista, a participação dos produtores rurais da cadeia produtiva será potencializada. “Serão mais cinco restaurantes populares, sendo dois em São Luís e três no interior do estado e mais 30 cozinhas comunitárias”, informou.
Conferência Nacional
As conferências municipais, as segmentadas e a estadual atuam como preparação para a conferência nacional. De forma inovadora, as conferências deste ano priorizaram a participação de segmentos fundamentais para efetivação das ações do setor, mas que não eram inseridos no foco das discussões das políticas da área.

Já foi realizada conferência segmentada com pescadores e aquiculturas. De 4 a 6 de agosto acontecerão as conferências com o público dos municípios incluídos no Plano de Ações Mais IDH e com quilombolas, comunidades de matriz africana e população negra.
Nos dias 17 a 19 de agosto acontece a Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, que marca a consolidação das discussões de todos os encontros anteriores e traça as perspectivas do Maranhão para participação na conferência nacional, Brasília, de 3 a 6 de novembro.
Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad-2013) sobre Segurança Alimentar, divulgados em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão possui a pior situação do país em relação a insegurança alimentar, que atinge 60,9% da população do estado. “Com base nos índices negativos que marcam o Maranhão, também na área da alimentação, o governador Flávio Dino tem priorizado as ações pontuais. Até o final de 2016, passaremos de 7 para 42 unidades públicas de alimentação em todo o estado, oferecendo refeições adequadas nutritivamente”, informou o secretário Neto Evangelista.


Fonte: Governo do MA.
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