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sábado, 11 de julho de 2015

Projeto do Porto de Bacabeira pode abrir janela de oportunidades para o Maranhão

Renato Waquim (Rosário Notícias)     julho 11, 2015  Sem Comentários

Daniel Vinent, diretor de Planejamento do Porto Mearim, detalhou o empreendimento (Foto: Biné Morais)
Daniel Vinent, diretor de Planejamento do Porto Mearim, detalhou o empreendimento (Foto:
Biné Morais)
DE O ESTADO (via blog do Isaías Rocha) - Projetado para ser uma porta de entrada e saída de grandes oportunidades para o Maranhão, o Porto Mearim, investimento privado, estimado em R$ 2,6 bilhões, capitaneado pela Aurizônia Empreendimentos S/A (Aesa), se apresenta como uma solução para os fluxos competitivos de granéis sólidos e carga geral pela região do município de Bacabeira. As obras do empreendimento devem ter início em 2016.
“Este é um projeto ímpar para o Maranhão e para a região de influência econômica do Matopiba [Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia”, ressaltou o diretor de Planejamento e Desenvolvimento do Porto Mearim, Daniel Vinent, ao informar que a empresa está na etapa de exposição do futuro empreendimento ao mercado.
O porto, que será instalado numa área de 598,9 hectares, na margem leste da Baía de São Marcos, em Bacabeira, recebeu autorização da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) para movimentação e armazenagem de granéis sólidos e carga geral, com vigência de 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adesão, prorrogável por períodos sucessivos.
Todo o arcabouço jurídico e legal em termos de adaptação do Terminal Portuário do Mearim S/A à Lei nº 12.815/2013 (Lei dos Portos), marco regulatório do setor que definiu novos termos para exploração de Terminais de Uso Privado (TUP), e também de licenciamento já está consolidado para que o projeto de construção do porto seja iniciado. “Já dispomos da licença de instalação para construção de cais e berços, ponte de ligação e estrutura de armazenagem e acesso no retroporto”, adiantou Daniel Vinent.
Quatro berços – O projeto prevê a construção de quatro berços de atração de navios na sua configuração final, ocupando 1.362 metros, com possibilidade de expansão, uma vez que a área dispõe de capacidade de utilização de 4.000 metros. Após detalhados estudos, o projeto do novo canal de navegação do Porto Mearim cria a oportunidade para entrada de navios de grande porte, com calados de 12,8 m a 14,6 m, ou seja, embarcações com capacidade de transportar até 120 mil toneladas de grãos.
Segundo Daniel Vinent, na fase I do projeto, que deve entrar em operação em 2019, está prevista a movimentação de 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes e 1,5 milhão de toneladas de carga geral (celulose). Inicialmente, dois berços atenderão a essa demanda de cargas.
Na fase II, além de dobrar a movimentação de fertilizantes e de carga geral, o Porto Mearim iniciará a operação de grãos, estimada em 5 milhões de toneladas, devendo chegar a 10 milhões de toneladas na terceira etapa. Dois novos berços serão construídos.
RETROÁREA  
Na retroárea do porto, serão construídos armazéns, que serão ampliados a partir do crescimento da movimentação de cargas. A unidade de estocagem de carga geral terá uma capacidade estática inicial de 75 mil toneladas, podendo chegar a 150 mil. Já o armazém de grãos saltará de uma capacidade estática de 150 mil toneladas para 300 mil.
Além disso, a localização estratégica do Porto Mearim cria oportunidade para um proposto Polo Industrial em Bacabeira, com perspectiva de atrair e desenvolver cadeias produtivas nas áreas de óleo, gás e energia, produtos agropecuários, manufaturados, minérios e metálicos e serviços.
MAIS
 A Aurizônia Empreendimentos S/A (Aesa) é uma holding familiar que há 50 anos tem direcionado seus investimentos nas áreas de mineração e metalurgia, imobiliária, porto, energia e exploração e produção de gás natural e petróleo.
NÚMEROS
R$ 2,6 Bilhões é o valor do investimento na construção do Porto Mearim, em Bacabeira
4 Berços serão construídos, ocupando 1.362 metros de área, para receber navios com capacidade de até 120 mil toneladas
13 Dias é o tempo de viagem de um navio que sai do Maranhão com destino a Roterdã, na Holanda.
Localização e infraestrutura logística são diferenciais
Tempo de navegação internacional pode ser otimizado por causa da localização
Além da localização privilegiada, próximo dos principais mercados internacionais, o Porto Mearim apresenta como diferencial de competividade o fato de se instalar numa região de potencial logístico, que tem uma boa infraestrutura de malhas ferroviária e rodoviária, o que facilitará o escoamento das cargas.
O diretor de Planejamento e Desenvolvimento do Porto Mearim, Daniel Vinent, assinalou que hoje há um grande desbalanceamento e saturação das soluções logísticas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. O que se agrava, uma vez que todo o excedente das regiões Norte e Nordeste é exportado pelas regiões Sul e Sudeste.
Como solução logística, o Porto Mearim poderá se tornar um indutor de mais investimentos nas regiões Norte e Nordeste, que têm um forte potencial para equilibrar as exportações do país, principalmente de grãos. “O Porto Mearim, além de contribuir para diminuir a quantidade de cargas exportadas nas regiões Sul e Sudeste, se tornará um dos principais portos de exportação de grãos nas regiões Norte e Nordeste”, assegurou Daniel Vinent.
A própria localização geográfica do Porto Mearim cria oportunidades de se otimizar o tempo na navegação internacional. Por exemplo, o navio que sai do Porto de Santos com destino a Roterdã, na Holanda, leva19 dias, enquanto saindo do Maranhão esse tempo de viagem reduz para 13 dias.
“Fora os atributos do projeto ligados ao negócio, o fato de o Porto Mearim estar localizado em Bacabeira traz outras vantagens adicionais, como o de ter a atividade industrial e portuária em linha com o Plano Diretor do Município para uso e ocupação do solo, sem problemas sociais associados a áreas com altos contingentes populacionais; ter amplas áreas de expansão em terra, sem problemas fundiários, além de já possuir licenciamento ambiental e licença do uso da lâmina d’água já concedida pela União”, concluiu o diretor.

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