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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Palestras no Maranhão esclarecem sobre doação de órgãos

Renato Waquim (Rosário Notícias)     setembro 14, 2015  Sem Comentários

Treinamento com profissionais de saúde da UPA do Parque Vitória sobre procedimentos para doação de órgãos. Foto: Francisco Campos/SES
Treinamento com profissionais de saúde da UPA do Parque Vitória sobre procedimentos para doação de órgãos. Foto: Francisco Campos/SES
Sensibilizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos é o principal mote da campanha desenvolvida pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), durante a ‘Semana Nacional de Doação de Órgãos’, que tem início oficialmente no dia 21 de setembro.
Setembro é o mês destinado pela ABTO, e pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde (MS), para campanha de sensibilização pela doação de órgãos, conhecido como ‘Setembro Verde’.
No entanto, antes da data oficial de lançamento da campanha, estão sendo desenvolvidas ações pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em conjunto com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO/MA), com funcionamento no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HUUFMA), capacitado para realizar transplantes de rins e córnea.
Desde o início deste mês, equipes da CNCDO/MA têm visitado unidades de saúde, instituições de ensino, e empresas públicas e privadas, para ministrar palestras e esclarecer dúvidas frequentes quando o assunto é a doação de órgãos. Locais como shoppings e praças também entraram no roteiro de visitas para a realização de panfletagem.
Desde que iniciou o serviço de transplantes no Maranhão, em março de 2000, foram realizados 485 transplantes de rins e 1.140 de córnea. Em 2015 foram 39 transplantes de rins e 84 de córnea. Em 2014, foram 34 de rins e 107 de córnea.
Atualmente, no Estado do Maranhão, 171 pacientes aguardam na fila de espera por um transplante de rim e, 782 por um transplante de córnea. Os números apontam para a necessidade de conscientização sobre esse ato capaz de devolver a chance da vida para outra pessoa. Por isso, fez-se necessário esse primeiro momento para conseguir ampliar o contingente de pessoas bem informadas sobre como se dá o processo de doação.
A enfermeira Poliana Costa, e a técnica de enfermagem, Mariana Almeida, do CNCDO/MA, estiveram, na sexta-feira (11), na UPA do Parque Vitória. Por cerca de uma hora, profissionais de saúde ouviram e tiraram dúvidas e, tornaram-se multiplicadores de informações. “Cada pessoa é fundamental nesse processo. Desde o doador, àquele que carrega a caixa com o órgão doado. Quanto mais aumentar o número de doadores, mais as filas irão diminuir. Então, o esclarecimento é importante para que mais pessoas avisem suas famílias que desejam ser doadoras”, afirma Poliana.
O maior sistema público de transplantes do mundo é do Sistema Único de Saúde (SUS). Este ano, a campanha foca na família que é a responsável por autorizar a doação. No Brasil, não é preciso deixar nada por escrito nem registrado em documentos, embora anteriormente já tenha existido a opção de colocar na carteira de identidade ou motorista. Atualmente, a doação só acontece após autorização familiar. Para isso acontecer, é preciso que haja uma conversa pautada no amor, confiança e respeito entre as famílias.
A campanha deste ano está baseada nesse apelo familiar. A SES e HUUFMA, por meio da CNCDO/MA, lançarão a campanha: ‘Eu assumi e a minha família já sabe! Sou doador de órgãos’. Incentivando o diálogo sobre o assunto entre as famílias.
Segundo a CNCDO, com as palestras aumentaram os números de notificações das unidades hospitalares de potenciais doadores. Os profissionais de saúde e demais pessoas que têm assistido a apresentação, tem procurado a Central para maiores esclarecimentos.
Potenciais doadores são pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada no centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia. O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Dois médicos, sendo um neurologista, examinam o paciente sempre com a comprovação de uma série de exames complementares.
Pode ser retirado de um doador falecido, órgãos como o coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão. Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes e controlada pelo Ministério Público (MP). Para o transplante de rim é seguido o critério de compatibilidade para definir o próximo receptor. Para córnea é seguido a ordem de inscrição na lista. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.
No caso de doadores vivos, podem ser doados órgãos como um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Neste caso, pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; pessoas sem grau de parentesco, somente com autorização judicial.
A CNCDO/MA está disponível para oferecer palestras gratuitas em qualquer instituição que julgar necessário. Basta agendar pelos telefones (98 2109-1212 e 98 2109-1010) com antecedência, que uma equipe é deslocada com todo aparato humano e técnico para informar sobre o assunto.

Fonte: SES-MA.

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