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terça-feira, 30 de junho de 2015

Áudio desmente versão de que padre teria sido “agredido” em reunião

Renato Waquim (Rosário Notícias)     junho 30, 2015  Sem Comentários

25062015_Apresentação-da-proposta-de-regulamentação-do-Comitê-de-Combate-à-Tortura-Fotos-Karlos-Geromy-7Diz a Bíblia Sagrada no versículo 44 do 8º capitulo de João: “Vós pertenceis ao vosso pai, o Diabo; e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi assassino desde o princípio, e jamais se apoiou na verdade, porque não existe verdade alguma nele. Quando ele profere uma mentira, fala do que lhe é próprio, pois é um mentiroso e pai da mentira”.
Para dirimir dúvidas e discussões acaloradas sobre o debate entre o governador Flávio Dino e o padre Roberto Perez, o blog do jornalista Raimundo Garrone divulgou o áudio de grande parte da reunião entre o governador e movimentos sociais para a instalação do Comitê de Combate à Tortura no Estado.
São quase 30 minutos de áudio e o que se pode perceber é que a reunião aconteceu no clima de total tranquilidade, com divergência de opiniões ocorridas de forma bastante respeitosa – ao contrário do que diz a nota da Pastoral Carcerária, que conta ter havido “desrespeito” e “achincalhe” em relação a seu representante na reunião. O áudio comprova ainda que não houve em nenhum momento a pintura de que Pedrinhas seria o lugar perfeito. Ao contrário, o governador afirmou que o local ainda tem muito a melhorar. E mais: convidou o padre para uma reunião para tratar do tema penitenciário com mais profundidade – longe de qualquer comportamento “agressivo” a que se refere a nota da Pastoral.
O registro, portanto, põe fim ao debate de versões e esclarece o que cada um disse durante a reunião, para que não restem dúvidas. Aos interessados, vale ouvir a íntegra que joga por terra a versão de que tenha havido problema na reunião, além de visões diferentes sobre o mesmo tema. (Debate sobre sistema carcerário acontece a partir de 8min20seg).
Abaixo, alguns dos principais trechos esclarecedores:
Flávio Dino: “(…) Estamos procurando recompor a autoridade do Estado dentro do Complexo Penitenciário, em outras bases. Há quem espere, irresponsavelmente, que isso aconteça em 15 dias. (…) O que eu me comprometi foi em ter uma política, e essa política existe, e está sendo implementada, progressivamente. Implementada com todos os problemas próprios de um processo coletivo. (…) O combate à tortura passa também pela melhoria das condições carcerárias no nosso Estado. E nós vamos conseguir isso, com absoluta certeza.”
Padre Roberto Perez: “Tenho visitado alguns presídios e algumas unidades na capital e no interior. E só pra dizer que nos últimos meses tem se criado uma política de agressão total. De fevereiro para cá, visitei algumas unidades e está parecendo o Carandiru. (…) Só para dar uma olhada para o sistema penitenciário. Só nos últimos meses, agora saiu a maior (trecho inaudível), mas estava feia a situação(…)”
Flávio Dino: “Quando o senhor alude aos últimos meses, o senhor acha que o ano passado estava melhor do que agora?”
Padre: “Não é que seja melhor, o antigo secretário Uchoa ele era muito de conversa. Ele chegava, conversava, chamava algumas pessoas, inclusive eu participava de alguns diálogos diante daqueles momentos difíceis. (…) Nesse sentido, o secretário Uchoa tinha um pouquinho mais de diálogo. (…) Agora tá um pouquinho pior.”
Flávio Dino: “Um pouquinho pior, o senhor tem certeza?”
Padre: “Sim.”
Flávio Dino: “A sorte é que a estatística mostra o contrário da sua certeza. Agora nós vamos fazer o seguinte, padre. Nós vamos fazer uma reunião com a Pastoral Carcerária e o secretário na minha presença. Porque é surpreendente a sua narrativa de que piorou o sistema penitenciário do Maranhão. Porque os números, a não ser que os números estejam errados, eles mostram o contrário disso. (…) Se o senhor conseguir me provar que o sistema penitenciário piorou em relação ao ano passado, onde se cortava cabeça e se jogava por cima do muro, eu vou ficar impressionado. Mas nós vamos fazer essa reunião só para discutir isso, com a minha presença.”
Em seguida, a integrante da Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (Joisiane Gamba) fez outro relato diferente do padre. Disse que não está pior, mas a superlotação e o problema da dignidade dos presos permanecem. Quanto aos pontos narrados por Gamba, Flávio Dino concordou e falou de medidas que estão sendo tomadas para que, em alguns meses, o caso possa melhorar.
Trazidos à tona os detalhes do polêmico debate e esclarecido que, diferentemente do que dizem as notas da Carcerária e da Justiça e Paz, tudo ocorreu dentro da normalidade democrática, fica o desejo de que – longe das energias gastas em produzir cizânias com motivos políticos – todos se dediquem realmente promover o avanço dos Direitos Humanos. Essa é a causa que realmente interessa.
Ouça, na íntegra:

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