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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Exame grafotécnico vai esclarecer compra de votos em Bacabeira

Renato Viana Waquim     agosto 19, 2013  Sem Comentários


A realização de exames grafotécnicos pela Polícia Federal (PF) das assinaturas do ex-secretário Municipal de Finanças, Werbeth Pinheiro, e de outros envolvidos em suposta compra de votos em Bacabeira, - a pedido do desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, relator do processo de cassação do prefeito Alan Linhares (PTB), seu vice José Benedito, o Arrumadinho (PSDB), e dos vereadores Dino Petronilo (PPS), Luis Vilaça (PP) e Romualdo (PTB), - pode esclarecer por vez as investigações do processo que ambos enfrentam na Justiça Eleitoral por suposta prática de abuso de poder econômico, captação ilícita de sufrágio e uso indevido da máquina pública em suas campanhas eleitorais.
De acordo com as informações obtidas pela Folha Maranhão, um dos documentos que devem ser periciados, é um bilhete em papel timbrado da Prefeitura de Bacabeira, com uma ordem assinada pelo ex-secretário Municipal de Finanças, Werbeth Pinheiro.


No bilhete, datado de 14 de abril de 2012 [há sete meses das eleições], e devidamente rubricado, “Pinheirinho”, como é popularmente conhecido, manda o empresário Antônio Resende Bastos, proprietário da Cerâmica Industrial Bacabeira, atender o portador fornecendo-lhe nada menos que 1.000 milheiro de tijolo. (em anexo)

Quando foi procurado pelo BLOG DO UDES FILHO que na época denunciou o escândalo, Pinheirinho disse que fez o pedido por acaso. “Trata-se de um pedido particular que foi feito por acaso com o papel timbrado da Prefeitura que estava em cima da minha mesa”, esclareceu.

O problema é que surgiram novos bilhetes devidamente rubricado por “Pinheirinho”. Em outro datado do dia 20 de setembro de 2011, ele manda o empresário Resende atender outro portador. Só que desta vez, ao invés de 1.000, o ex-secretário manda fornecer nada menos que 2.000 milheiro de tijolo. Uma prova evidente de abuso de poder econômico, prática de captação ilícita de sufrágio e uso indevido da máquina pública, conforme documento em anexo.
ASSINATURAS

Desde quando surgiu o escândalo, Pinheirinho deixou de rubricar documentos, segundo consta em uma prova obtida pela reportagem. Em um caso mais recente datado do dia 02 de agosto, o ex-secretário foi provocado pelo ex-prefeito José Reinaldo Calvet sobre um pedido de informação, por meio de oficio, relacionado ao antigo IPAM - Instituto de Previdência Municipal. Ao responder aos questionamentos do ex-prefeito, Pinheirinho pede que as informações sejam solicitadas à prefeitura. No entanto, no final do oficio, ao invés da rubrica, ex-secretário preferiu pela assinatura.

Para Calvet, a estratégia de Pinheiro seria uma tentativa de ‘enganar’ os peritos da Polícia Federal na realização do exame de perícia grafotécnica. “Será se ele [Pinheirinho] tem coragem de dizer que as rubricas não são suas? Mas eu acredito na Polícia Federal do Maranhão”, declarou o ex-prefeito em comentário no portal Folha Maranhão.

Pinheirinho assim como seu irmão, o ex-prefeito Venancinho, tem reconhecimento de firmas (assinaturas) em cartórios da região. O reconhecimento de firma é o ato de atestar que a assinatura constante de um documento é de determinada pessoa, conforme um documento em anexo.

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