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sábado, 22 de outubro de 2011

Redação do Enem será aplicada amanhã. Ex-corretora dá dicas de como se sair bem na prova escrita

Renato Viana Waquim     outubro 22, 2011  Sem Comentários


Por valer o mesmo que outras disciplinas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), como física, química e matemática, a prova de redação que está marcada para este Domingo (23) também costuma tirar o sono dos candidatos ao exame do governo.
Mas, para se dar bem nesta etapa, além de estar bem informado sobre questões da atualidade, o candidato também pode se beneficiar da dimensão da prova, já que são 5,3 milhões de inscritos.
Saber como funciona o processo de correção da parte escrita do Enem pode garantir pontos essenciais para conseguir vaga em uma daquelas universidades que dão peso considerável à prova de redação. Por isso, conversamos com a professora Eclícia Pereira, que dá aulas no Cursinho da Poli e corrigiu provas do Enem por cinco anos.
Segundo ela, o processo de avaliação da parte escrita segue algumas normas para privilegiar a rapidez, em função da enorme quantidade de testes. Com base no sistema de correção, Eclícia explicou quais são os critérios usados pelos professores do Enem para avaliar e até para desclassificar um candidato com velocidade.
De acordo com a ex-corretora, por causa da obrigatoriedade de corrigir um determinado número de provas em um certo tempo, há alguns itens obrigatórios do exame que são checados primeiro pelos corretores porque podem gerar a anulação da prova de um candidato. E isso evitaria um o desperdício de tempo na correção.
O principal deles é que os candidatos do Enem precisam apresentar obrigatoriamente uma solução para o tema na conclusão do texto. Essa é a primeira coisa que os professores contratados pelo governo olham antes de ler uma redação por inteiro. Já que, caso o vestibulando se esqueça de propor uma intervenção, a redação é desconsiderada imediatamente.
- O Enem tem como principio estimular que o candidato exerça a cidadania no momento em que escreve. Portanto, o candidato tem que pensar em valores que seriam ideias para uma sociedade harmônica, pensar no coletivo para propor soluções já que o tema do Enem é sempre um problema. Além disso, a primeira verificação que fazemos é se essa solução proposta fere os direitos humanos ou não. Se ferir, a prova é anulada. Só então, vamos para a questão da unidade do texto.
Outro aspecto que costumar eliminar muitos concorrentes nesta etapa é a adequação ao gênero textual. Ao contrário de outros vestibulares, em que o leque de opções é grande, no Enem, os inscritos só podem fazer uma dissertação argumentativa, na qual o inscrito tenta convencer o leitor a concordar com uma ideia ou ponto de vista . Portanto, segundo Eclícia, fazer um texto em formato de carta, narração ou qualquer outro gênero é suficiente para uma nota zero.
- Candidatos devem lembrar que é pedida uma dissertação argumentativa. Além deste padrão de anulação, o candidato não pode usar palavrões, não pode usar desenhos, porque, por incrível que pareça, há candidatos que em vez de organizar o texto em prosa apresentam desenhos. Por último, não é permitido assinar o texto, já que isso pode ficar caracterizado como fraude.
Como ganhar pontos
Da mesma forma que um candidato pode ter sua redação anulada rapidamente, ele também pode garantir pontos importantes se conhecer a função desta prova no Enem. A professora do Cursinho da Poli explicou que o governo dá valor para os jovens que conseguem mostrar por meio do texto que têm o perfil do exame.
- Certamente o candidato que escreve um texto onde é possível perceber sua personalidade ganha pontos. Os que demonstram ter um posicionamento mais firme se destacam em meio a tantos que acabam reproduzindo o senso comum sobre cada tema. O ideal do Enem é exatamente esse: alguém que está conectado com a sociedade da qual faz parte, percebe que também a constrói e, por isso, pode propor soluções. A principal dica é fique o máximo possível longe do lugar comum, evite frases feitas.
Para aqueles que ainda quiserem fazer uma última revisão antes da prova, a professora Eclícia sugere alguns caminhos mais prováveis com base nas características do exame criado pelo MEC. Temas internacionais, por exemplo, não costumam cair. Os vestibulandos devem investir em “problemas da nossa realidade”.
- Temas, sobretudo, de caráter nacional. Coisas muito específicas de determinas regiões é perda de tempo. Como, por exemplo, a explosão de bocas de lobo, que se deu durante este ano no Rio de Janeiro. Candidatos de outros estados teriam dificuldade de abordar este assunto. Então é improvável.
Ela também relembra alguns assuntos que foram explorados na imprensa e arrisca algumas notícias que podem ser escolhidas para tema da prova.
- A questão da falência da saúde pública. Essas marchas pró-democracia, que tiveram uma representação muito grande em 7 de setembro e 12 de outubro; manifestação dos estudantes, algo sobre essa juventude que começa a perceber o valor da participação política. Além de outros dois temas que são prováveis: violência contra mulher, e violência por parte de skinheads e crescimento de grupos de ideologia neonazista.

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